A posição da igreja católica
No início, devido à conotação materialista de alguns líderes reformistas, a igreja católica deu apoio ao fim do regime trabalhista. Porém, vendo o desrespeito aos direitos humanos, fez campanha contra a falta de liberdade de um modo geral. Padres e altos cleros deram apoio aos perseguidos políticos, sendo que Dom Helder Câmara, fundador do Banco Da Previdência, junto com outros líderes religiosos, foi um dos que mais assumiram uma postura publicamente contra as torturas, prisões e caçações políticas. Devido a sua coragem e determinação, sofreram discriminações gerais. Em Niterói, o frei franciscano Crescêncio, de origem alemã, apoiava a luta por maiores liberdades na igreja Porciuncula De Santana. Não encontramos nas religiões não-católicas o registro de prisões e campanhas contra a ditadura militar no Brasil. Com o passar do tempo, alguns tentaram transformar a igreja católica em um "grande partido político", porém não conseguiram, pois o movimento carismático resgatou a espiritualidade que foi deixada de lado por uma minoria, não sendo este o caso de Dom Helder Câmara e muitos padres e arcebispos que não se deixaram levar pela teologia de libertação pregada pelo padre Leonardo Bofe, que foi excluído posteriormente da igreja católica. Aguns historiadores participam da tese e eu concordo com ela no sentido de que nosso senhor Jesus Cristo, fundador da igreja católica, derrubou o império romano ao falar: "A César o que é de César e a Deus o que é de Deus", pois assim o imperador perdia a sua conotação quase divina passando a ser considerado uma pessoa comum, ao contrário de Jesus, filho unigênito de Deus. Convém lembrar que a igreja católica defendeu os direitos humanos e a liberdade no Brasil em uma época em que plásticos eram colocados nos automóveis em grande escala com os dizeres: "Brasil, ame-o ou deixe-o", como que só amava o Brasil os partidários da revolução de 64. Em Niterói, se comentava nas conversas informais no meio intelectual que potências imperialistas como Inglaterra e EUA não tinham a fé católica na sua maioria e que o racismo existente nos países por eles influenciados era muito maior e agressivo do que os que foram colonizados por potências católicas, como por exemplo a comparação entre o Brasil e África Do Sul em termos raciais.
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