Feito provavelmente por militares simpatizantes do marechal Henrique Teixeira Lot, que não teve o apoio do Juscelino, que pretendendendo depois se reeleger presidente da república, apoiou Jânio Quadros em detrimento da ala nacionalista do exército, representada pelo marechal. A renúncia de Jânio Quadros, que deu início à semente do futuro golpe militar, segundo o almirante Hilídio Corrêa, em conversa informal comigo, foi devido ao fato de o mesmo em um almoço, estando bêbado, alisou as pernas da esposa de um político, que como vingança após receber do mesmo embriagado a carta renúncia, entregou a mesma ao Congresso por meio de terceiros. Também corria o boato no meio da marinha de que o almirante Sílvio Hek, ministro da marinha, teria praticamente implorado ao mesmo retirar a renúncia e que a marinha garantiria seu retorno a presidência. Porém Jânio sonhava delirantemente em voltar nos braços do povo. O almirante Hilídio Corrêa, homem íntrego e democrata, sendo meu amigo, comentou comigo estes boatos.
O projeto Rondom funcionou tão bem que o presidente Lula, um anti-militarista convicto, reativou o mesmo no seu governo. Na época da ditadura, estudantes universitários, sob o lema "Integrar para não entregar", prestavam assistência médica e odontológica social e psicológica as populações do interior amazônico do Brasil. Lá, detectaram missões estrangeiras que contrabandiavam nossa fauna e flora para o exterior. A revista Realidade nesta época publicou fotos de satélites americanos que mostravam locais de nossas riquezas, inclusive um possível pólo de petróleo. A revista foi censurada e recolhida das bancas de jornais, sendo vendidas ''a peso de ouro" as escondidas. Nesta época, embora nunca tenha se comprovado, corria o comentário de que forças paramilitares brasileiras teriam ajudado o presidente boliviano Hugo Banzer a tomar o poder, também se comentava que uma ala militar brasileira esperava o momento certo para anexar ao nosso território as Guianas. Com relação à usina de Itaipú, miliatares teriam comentado com participantes do projeto Rondom, que em caso de uma conflito militar com a Argentina, suas comportas seriam abertas como arma de guerra. No estado do Rio De Janeiro, participantes do projeto Rondom notaram que os botos da Baia De Guanabara diminuíam e eram contrabandeados para o exterior. Estes assuntos eram distribuídos em publicações feitas em miniógrafos à álcool e distribuídos clandestinamente em Niterói. O fato é que o projeto Rondom funcionou bem, era nacionalista e contava inclusive com o apoio da maioria da esquerda no Brasil.
O Mobral, que era um movimento de alfabetização nacional funcionou muito bem e publicava enciclopédias muito bem feitas sobre a cultura e folclore brasileiro distribuídas gratuitamente. Temos que admitir que a nossa democracia deixou de lado atualmente valores cívicos como a exaltação ao hino nacional, da bandeira dentre outros como os desfiles estudantis na época da independência, dando a impressão que civismo seria uma coisa ditatorial. Em Niterói muitos universitários participaram do projeto Rondom à par das suas posições políticas partidárias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário