Leonel De Moura Brizola, o PTB e PDT

Leonel Brizola sempre incomodou por suas posições políticas e honestidade, seus opositores que nunca na época anterior, durante e depois da ditadura conseguiram provar nada de errado contra ele. Apesar de ter tido por motivos políticos seu pai decapitado no Rio Grande Do Sul, como governador fez um governo estatizante e repetiu o mesmo método no estado do Rio De Janeiro. Polêmico, queria saber se foram realmente os alemães, com seus submarinos que afundaram nossos navios, pois vendíamos matéria-prima para os mesmos. Era getulista assumido e perdeu a sigla do PTB na abertura política para a Ivete Vargas porque o general Golbery Do Couto e Silva armou nos bastidores a perda do PTB. Fundou então o PDT( Partido Democrático Trabalhista), chorando na televisão à perca da antiga sigla. Ao contrário de uma historiadora da fundação Getúlio Vargas, o Brizola fazia questão da sigla PTB. No Rio Grande Do Sul fez a resistência armada para garantir a posse de João Goulart. Quando veio o golpe militar de 1964, armou forte resistência contra a ditadura, porém João Goulart ordenou que o mesmo não resistisse com o exército gaúcho, para se evitar uma guerra civil. Então com o apoio da abrigada gaúcha foi tranquilamente para o Uruguai. O interessante é que em Niterói muitos membros do PCB e do PCdoB tinham um grande respeito e admiração pelo líder gaúcho. Com sua morte, o PDT praticamente acabou, parecendo que o Brizola se enquadra naqueles casos em que a história é feita as vezes devido a um carisma único e pessoal. Leonel Brizola pregava um tipo de getulismo adaptado as realidades latino-americanas inclusive. Mas isto é assunto para posterior análise.

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