As passeatas estudantis

Os estudantes formavam verdadeiras multidões nos protestos realizados contra a revolução de 1964. Bolas de gude eram jogadas para a cavalaria tropeçar, proporcionando assim algumas agressões aos militares. Em Niterói, um formoso titular da faculdade de história liderava os alunos para as passeatas, porém entregava a relação dos faltosos para o serviço de informação da UFF. Já o catedrástico de história antiga e medieval juiz Luís César Bitencour Silva, ao contrário do colega, ficava preocupado com o desaparecimento de alunos e procurava localizá-los. Alguns jovens partiram para Cuba para treinar guerrilha sob a inspiração de Che Guevara, que por ironia do destino, foi entregue pelos camponeses bolivianos à tropa de elite do governo. Em Cuba, brasileiros que queriam ser guerrilheiros, foram obrigados a cortar cana por Fidel Castro sob sol escaldante como treinamento, não aguentaram a pressão e voltaram para o Brasil. Na guerrilha do Araguaia, ocorreram mais mortes governamentais e de guerrilheiros do que o divulgado. Soldados cubanos teriam dado apoio aos guerrilheiros segundo comentários no meio estudantil. Na Amaral Peixoto, no centro de Niterói, objetos pesados eram jogados pelos escritórios em cima dos militares que reprimiam as passeatas contra o governo, em uma demonstração clara ao apoio oposicionista.

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