As tropas na pedreira

Um batalhão reduzido do precipitado general Morão Filho, que deslocou o exército mineiro antecipadamente, foi colocado na pedreira da Amaral Peixoto. Os estudantes mostravam cartazes apoiando Brizola e Jango. A pedido dos oficiais, as direções do Liceu e Centro Educacional retiraram os cartazes. Logo após, estas tropas deram apoio logístico à Polícia Militar que invadiu a Câmara Dos Deputados em busca do deputado do PCB Afonso Celso, que fugiu escondido na mala de um carro. Depois o Afonso Celso foi preso e ameaçado de se jogar ao mar ou comer escrementos de cavalos no Batalhão Da Cavalaria Montada. O mesmo falou que se o jogasse no mar beberia água para não sofrer e que estava acostumado com cavalos no interior. Foi dada fuga ao deputado Afonso Celso, quando solto, para o interior da Bahia, onde teria se escondido em uma igreja católica, com apoio dos padres, que eram contra a revolução. Futuramente na abertura política, o deputado se elegeu novamente e antes da época do inquérito político militar, foi aplaudido de pé pelos militares, que ficaram admirados com a sua explanação sobre o verdadeiro sentido do socialismo e democracia, indo em desacordo à ditadura da antiga União Soviética. Quando deputado, o Afonsio foi atropelado, perdeu massa cinzenta e, milagrosamente, ficou lúsido e atuante.

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