Embora oriundo da política estudantil através da UBES e FESM, com formação brizolista, minha família através do meu progemitor, amigo do general Goberê, chefe do SMI que frequentava minha casa. Minha avó materna prima do general Gustavo Morais Rego, chefe da casa militar, da minha prima Lúcia, casada com Edigar, sobrinho do general Guedes Pereira, tinha ainda o meu tio João Matos, ex-diretor do Senado, que inclusive libertou o primo Dagoberto, ex-guerrilheiro do Araguaia que oriundo de uma prisão na selva onde as tropas descaracterizadas fuzilaram vários companheiros, conseguiu ser transferido para o DOI-CODE no Rio De Janeiro com a ajuda de um sargento que dizia no telefone que estava preso. Assim foi acionado o general Gustavo Moraes Rigo, que soltou o Dagoberto. No estado, o pastor Jalir Chaves De Menezes, meu colega de magistério pediu para eu falar para soltar um fiel preso sob acusação de terrorista. Falei com os parentes e isto foi feito para a alegria do mesmo. Tempos depois um colega de magistério vindo de Niterói para Caxias me mostrou uma lista de subversivos segundo ele para serem entregues ao SMI. Não permiti tal barbaridade ameaçando comunicar a deduragem do mesmo à meus parentes militares. Como prêmio fui peseguido e quase transferido por aqueles que salvei da prisão.
No jornal A Tribuna em Niterói, onde eu escrevia, presenciei o jornalista Jordan Amora, hoje merecidamente um empresário de sucesso, ser preso no governo padilha por ter denunciado trambiques feitos por acessores do mesmo. Falei com meu progenitor e o Jordan Amora que estava preso no forte Santa Cruz foi solto pelos militares após provar as denuncias. Como consequencia disto, Brasília trocou o secretário de segurança pública do estado, vindo em seu lugar o coronel Homem De Carvalho, creio eu. O jornal A Tribuna na época era reduto de intelectuais vindos do jornal Última Hora, dentre eles o jornalista Maurício Hill.
Eu pessoalmente tenho muito orgulho de ter usado o prestígio militar e político dos parentes e contra-parentes, para salvar a vida daqueles que juntamente conosco lutavam pela democracia e direitos humanos. Tive também o privilégio de trabalhar no Jornal Do Brasil, o jornal Correio Fluminense e outros órgãos da imprensa.
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