Francisco Julião, as ligas camponesas e o MST

Ao contrário do atual MST, que invade e destrói terras produtivas, vendendo lotes e contaminado pela corrupção, inclusive com processos e prisões, as ligas camponesas se caracterizavam pelo bom senso, sob o comando de Francisco Julião, que contava com o apoio de políticos liberais, dos militantes, cúpula do PCB, PCdoB e da AP, a ação católica popular, dentre outras entidades. Em Niterói, o jornalista Domar Campos, de renome internacional, pregava que a região de Pendotiba deveria se tornar um  pólo agropecuário, coisa impossível atualmente de ser feita, pois o prefeito Jorge Roberto Silveira, traindo os ideais de Brizola de quem se diz partidário, transformou a cidade em um feudo da especulação imobiliária, que ataca com sua ganância a região de Pendotiba. Em Cachoeira de Macapu, um líder das ligas foi preso antes do golpe, porém foi solto pela população. Fernando Ferrari, um líder do PTB, pregava o início da Reforma Agrária nas terras do governo. As ligas camponesas também defendiam nossos indígenas, que serviam de alvo para os proprietários ruralistas que treinavam tiro ao alvo nos mesmos, eles davam, muitas vezes, roupas contaminadas com gripe, pois os nossos índios, não tendo defesa, morriam gripados e suas terras poderiam mais facilmente ser ocupadas pelos membros da União Democrática Ruralista, porta-vozes dos grandes latifundiários. As ligas camponesas consideravam latifúndios "as terras não produtivas", independente da sua extensão territorial. Muitos dos seus membros eram assasinados, mas a divulgação era quase inexistentes. O papel histórico das ligas camponesas, de Francisco Julião, a traição de antigos brizolistas e do MST, é um assunto que deve ser ainda mais analizado e julgado pela história, para que se registre a atitude inqualificável dos mesmos, manchando todo um passado de lutas e ideais daqueles que morreram sonhando com um mundo melhor.

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