As torturas, prisões legais, clandestinas e a mudança do "Simões"

Na época ditatorial existiam reformantes com carteiras do DOPS, SNI e MAC(Movimento Anti-Comunista), com dizeres solicitando auxílio às forças policiais. Pessoas eram sequestradas sob a acusação subversivas e muitas de famílias ricas teriam sido vítimas de chantagens por quadrilhas que usavam o poder do Estado para a revolta dos militares, que passaram a puní-los. Em Niterói um elemento ligado ao DOI-COD teria sido expulso do exército por esta prática e se transformado em um "empresário". O livro "Tortura nunca mais!" tem a relação de muita gente. Existiam prisões clandestinas e oficiais, como a do Forte Santa Cruz.
Em Niterói, o estudante "Simões", por comentar na Praia De Icaraí, junto a amigos que conheciam os participantes do fracassado sequestro do Aeroporto Santos Dummont, foi levado por encapuzados em um Opala preto e sem chapa, sendo solto 20 dias depois por interferência de familiares. Nunca mais foi a mesma pessoa. Sons altos eram ligados a Delegacia De Ordem Política em Niterói para abafar os gritos dos jovens que eram espancados. Polícias Civis e até Guardas Municipais eram autoridades temidas.
Uma prática usada pelos carcereiros das prisões navais era a de colocar uma baioneta nas costas dos presos que ao evacuarem em valas comuns sofriam de prisão-de-ventre.
Com relação ao "Simões", se comentou na época que teriam aplicado o chamado"Soro Da Verdade" no mesmo para falar o que sabia e não sabia sobre o fracassado sequestro.

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