Arena, MDB, voto vinculado e extrapolando um pouco

O governo revolucionário de 1964 determinou e os políticos concordaram na existência de somente dois partidos. A Aliança Renovadora Nacional, com maioria absoluta no Congresso até o mais distante recanto nacional, era o partido do governo. O Movimento Democrático Brasileiro era uma oposição meio "de araque" que descaradamente aprovada tudo que o governo queria também. Cargos civis em todas as áreas estatais eram ocupados por militares. Existia porém gente digna em todos os partidos. Em Niterói, o deputado estadual Luciano Maia, dentro de suas limitações arenistas, ajudava quem podia, o Moreira Franco, um prefeito de Niterói pelo MDB, mantinha certa autonomia, porém cometeu o erro de no Campo De São Bento, dar cabo em dezenas de árvores seculares, para a revolta dos ambientalistas. O voto era vinculado, tinha que se votar desde o vereador ao governador, etc., etc., em um mesmo partido. O MDB era um verdadeiro "saco de gatos", agrupando desde guerrilheiros até fascistas não satisfeitos com a ditadura. Na Alameda Carolina, em Icaraí, os jovens se distraíam andando em carrinhos de rolimã e muitas vezes levando borrachadas da PM, devido a reclamações. Nesta rua foi encontrado por acaso, em uma casa abandonada pelos jovens, pastas com documentos do MAC( Movimento Anti-Comunista), que foram injenuamente entregues aos policiais. Na abertura política, Darcy Ribeiro era o candidato brizolista do Estado. Porém urnas saíram das seções eleitorais antes do prazo em carros particulares. Denúncias foram feitas em vão. Posteriormente, em conversa com meu amigo empresário e brizolista George Germain, homem digno e ligado à família medina da Arteplan, o mesmo me falou que teria ouvido comentários de que as urnas teriam sido trocadas pelos órgãos de informações para que Darcy Ribeiro não se elegesse e sim Moreira Franco.

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