A ditadura civil militar com capa democrática

O golpe militar comandado pelo General primeiro Mourão Filho contou não só com apoio dos EUA bem como de grupos nacionais temerosos que seus interesses fossem atingidos pela reforma de base do governo de Jango, que tinha em Leonel de Moura Brizola um dos seus principais líderes.
Com a implantação da ditadura a democracia foi "capiada" com o funcionamento de um congresso nacional totalmente sob controle dos militares que através do seu partido ARENA e de uma oposição controlada que era o MDB, Presidente e Governadores eram eleitos de modo indireto através do voto vinculado. O poder judiciário funcionava desde que não fosse em desacordo as suas diretrizes, pois os presos políticos eram julgados pela justiça militar exclusivamente. O caso do meu amigo Afonsinho, que após um julgamento ser aplaudido de pé pelos militares explanando o que era um verdadeiro socialismo marcou a história dos julgamentos militares no Brasil.

Na ditadura existia o poder executivo, legislativo, judiciário, e o chamado quarto poder que era representado pela Rede Globo, que tinha como Jornalista e Colunista Social um dos seus maiores porta vozes, o Ibraim Sued, uma figura detestada pela esquerda nacional, conhecido por suas posições fanáticas e de direita. Causou um mal estar muito grande em Niterói o fato de sua coluna social passar a ser publicada em jornal desta cidade, com fama de jornal de oposição. No meio jornalístico o mau estar foi generalizado, com relações cortadas. Em Niterói salvo raras exceções a oposição tinha uma prática política muito parecida com o partido governamental ARENA que era o baloarte político da ditadura.

Nenhum comentário:

Postar um comentário