O relatório "Y", Peponni, a Eco-92, Pitangui eo futebol de areia na Prai De Icaraí

Pedro Henrique Matos, meu primo por parte de mãe, era filho do Tio Clóvis, um flamenguista, boa pessoa e a favor do golpe militar de 1964. Era dono da Construtora Guanabara e fez muitos prédios em Niterói, eu era um dos poucos sobrinhos esquerdistas( eram 15, aproximadamente) que tinha o privilégio de normalmente tomar com ele na sua casa a tradicional "sopa da meia-noite". Sua esposa Nelhi era católica, uma santa, que frequentava a Igreja Porciúncula De Santana como Irmã Franciscana.
Já o Peponni era ligado ao PCB de Niterói, e amante do Jazz, sendo profundo conhecedor da música e seus autores. Falava que os instrumentos conversavam entre si. Casou com Sônia, filha do jornalista Ari Coelho, diretor da editora Abril, era fotógrafo premiado internacionalmente pela Revista Quatro Rodas, sendo amigo do doutor Ivo Pitangui, publicando com ele o livro "Eco-92".
Quando estavam assistindo com amigos um jogo de futebol de areia na Praia De Icaraí entre Santa Tereza e Flamenguinho, falou-nos que tinha uma bomba. Nesta época brilhavam no futebol de areia futuros craques do futebol profissional como Gérson, Roberto e Jardel, dentre outros, pois os prefeitos não eram demagogos como por exemplo o prefeito Jorge Roberto Silveira e eram realmente autênticos.
O fato é que Peponni conseguiu um arquivo do SMI com o nome de agentes e informantes niteroienses que chamamos de "Arquivo Y".
O citado arquivo foi parar nas mãos de dirigentes do PCB, nomes como o de Luís Antônio Pimentel, Luís Rosas e outros eram bisbilhotados, infelizmente não conseguimos tirar fotocópias do mesmo por questão de segurança, pois o dirigente Rodolfo do PCB ponderou isto. Caso o Peponni não tivesse morrido, com certeza eu conseguiria uma cópia do citado arquivo, e o nome de muitos pseudo-esquerdistas atuais constariam e seriam publicados. O Bazuni era um dos informantes.

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